13/09/2017 | 8h11m

Santa Maria

Dnit admite que há risco de parar a obra de duplicação da travessia urbana

Pedido de mais recursos ainda está sob análise em Brasília

Lucas Amorelli / New Co DSM

O superintendente do Dnit no Estado, Hiratan Pinheiro da Silva, e o prefeito Jorge Pozzobom não conseguiram tratar, nesta terça, na sede do Dnit em Brasília, sobre o pedido de mais verbas para a Travessia Urbana de Santa Maria, conforme previsto. O temor é maior em relação à falta de dinheiro para este ano, pois os recursos não são suficientes para tocar a obra até dezembro.

– Se não conseguirmos mais verbas agora, a obra pode parar a partir de outubro – disse Hiratan, por telefone.

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Ele disse que já fez o possível no Dnit para pedir mais verbas e está aguardando uma respota, mas que a pressão de mais políticos e entidades de Santa Maria ajudaria. Por enquanto, o que existe também é um pedido do líder da bancada gaúcha, Giovani Cherini (PR), para o ministro Eliseu Padilha, para mandar mais R$ 18 milhões para a Travessia de Santa Maria.

Pelo que o Diário apurou, um dos consórcios está tocando as obras em ritmo mais lento para conseguir manter os serviços até novembro e, se não vierem mais recursos este ano, dará férias coletivas em dezembro para não precisar demitir ninguém. Já o outro consórcio segue tocando os trabalhos porque conseguiria transferir os funcionários para outras obras, caso não venha mais verba.

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Se o Dnit não conseguir remanejar verbas de outras obras no Estado para a Travessia Urbana, os trabalhos podem mesmo parar este ano. Mesmo que isso ocorra, a princípio, como estão previstos ao menos R$ 25 milhões no Orçamento de 2018, há grande chance de a obra ser retomada no ano que vem. 

Porém, fontes da área dizem que, devido às grandes incertezas políticas e aos cortes de verbas em Brasília, só com bola de cristal para saber o que pode ocorrer com a Travessia Urbana. Até porque o Orçamento ainda não foi aprovado e há risco de o governo Temer cortar as verbas para a obra de Santa Maria, já que até a duplicação da BR-116 e a ponte do Guaíba, que são tão importantes para o Estado, pararam.

– Do jeito que está, qualquer coisa que eu disser pode ser mentira, pois não dá para prever nada sobre a Travessia Urbana – comentou uma fonte do setor.