08/09/2017 | 17h08m

Coluna Finanças Pessoais

A relação da felicidade, da memória, das escolhas e das finanças

Colunista traz estudo de Nobel de Economia que dá pistas de como podemos buscar a felicidade

 

Você já parou para pensar no que lhe faz feliz?

Ao longo dos séculos, especialistas têm tentado explicar e compreender melhor esse fenômeno. No entanto, trata-se de um conceito complexo em que aspectos psicológicos, sociais, culturais e econômicos podem estar associados.

Foto: pixabay / Pixabay

Fazer uma viagem, estar com amigos, trabalhar, curtir momentos especiais em família, ter saúde, publicar um livro, escutar música...  podem ser essas as experiências capazes de fazer você se sentir mais ou menos feliz. As respostas a esses questionamentos podem variar, considerando-se os aspectos subjetivos e a vivência de cada um, os valores e a cultura na qual se encontra inserido.

No âmbito da psicologia e da psicanálise, por exemplo, existem muitas contribuições significativas para desenvolver uma compreensão e intervenção sobre as questões que envolvem a felicidade, assim como o seu excesso ou sua ausência.

Freud dizia que o ser humano anseia pela felicidade e que ela está relacionada à satisfação dos desejos, entendida num processo de dualidade. Por um lado, busca-se a obtenção de prazer intenso e, ao mesmo tempo, a ausência de sofrimento.

Em um estudo recente, o psicólogo Daniel Kahneman, Prêmio Nobel de Economia buscou entender de que maneira o tempo influencia na memória relacionada à felicidade. Ele afirmou que o presente não dura mais do que três segundos. Então, a memória no estado de felicidade, ou na sua ausência, pode assumir um papel preponderante. De acordo com o pesquisador para nos sentirmos felizes precismos acessar nossas memórias e intervir sobre elas.


De acordo com os estudos, para aqueles que buscam a felicidade seguem algumas dicas:

  • _ Multiplique as lembranças, especialmente às vinculadas a experiências que poderão ser recordadas como sendo positivas

  • _ Identifique o que é importante para você e invista tempo e dinheiro nisto

  • _ Faça as coisas de uma forma diferente, mude a rotina e a forma de realizar as coisas

  • _ Deixe o melhor para o final, pois os últimos acontecimentos costumam ser registrados com maior ênfase em nossa memória

  • _ Seja grato pelas conquistas e pessoas que lhe ajudaram, isto costuma causar bem estar

  • _ Discuta com a sua família o que é prioridade para vocês

  • _ Busque suporte psicológico, muitas vezes, a psicoterapia pode contribuir neste processo de identificação de prioridades e desejos


     

    Mas, afinal, o que a felicidade tem a ver suas finanças? 

    Uma pessoa que se conhece melhor, que toma decisões baseadas nos seus valores, desejos e prioridades, certamente, estará melhor preparada para fazer a gestão do seu tempo, do seu dinheiro e da sua vida.

    Para cuidar das suas finanças e ser feliz é primordial que, primeiramente, você reconheça o que lhe traz felicidade para poder planejar a forma de alcançá-la.

    Nao existe uma fórmula mágica ou uma receita de como alcançar tal objetivo. Trata-se de um processo de construção pessoal , mas que está relacionado a um contexto social e familiar. 


    A compra de uma casa, a realização de uma festa de formatura, de uma viagem ou uma simples ida ao mercado são decisões que passam por um processo de planejamento individual e familiar relacionado a concretização desses desejos capazes de trazer felicidade. 

    Assim, a felicidade passa por um processo de autoconhecimento, de desenvolvimento de autonomia e de significação de vivências da história de uma pessoa.

    E, neste percurso de realização de sonhos, vai-se construindo uma vida feliz!